EU ACHO QUE...
Durante os nossos dias, fazemos muitos julgamentos. Quando dizemos, por exemplo, que tal objeto é bonito ou feio, estamos emitindo um julgamento, uma opinião. Temos opiniões sobre diversos temas como o da beleza, que foi usado no exemplo, ou da política, ou da escolha do time de futebol. Temos autonomia para decidir sobre muitas coisas na nossa vida.
A revolução francesa, com o seu "Liberté, Égalité, Fraternité", assume, para a sociedade ocidental, uma supervalorização da opinião humana, do conhecimento humano, ou pode-se dizer, o homem é o Senhor do mundo e é ele quem tem que decidir sobre todas as coisas, sobre o que é certo e o que é errado, uma verdadeira idolatria do ser humano. O ser humano tem autonomia para decidir sobre política, valores e até religião. A religião passa a ser vista como uma mera opinião. "Não, porque EU ACHO que Deus existe, EU ACHO que Jesus é Deus Encarnado; mas respeito a OPINIÃO de quem não acha". Religião torna-se assim opinião, algo pessoal, algo do fórum íntimo.
O problema é que religião NÃO É opinião. Fé não é e não pode ser opinião. Logo no início do Catecismo Romano está dito: "Ora, esse conhecimento (o revelado por Deus) não é outra coisa senão a própria fé, cuja virtude nos leva a ter por certo o que a autoridade da Santa Madre Igreja declara ser revelado por Deus. Nenhuma dúvida podem ter os fiéis das afirmações que vêm de Deus, porque Deus é a própria verdade. Esse critério nos faz compreender a diferença que vai entre a fé que temos em Deus, e a fé que se dá aos autores de história humana". Vê-se aqui claramente que fé não é opinião. A fé surge da revelação de Deus, ou seja, da própria verdade. Portanto, não devemos estar respeitando "opiniões" que vão contra a fé, pois esssas "opiniões" são contra a verdade, são contra Deus. A fé é um presente muito precioso nos dado pelo próprio Deus para ser tratada como uma mera opinião. Se amamos a fé, se amamos a verdade, odiamos então a mentira, o erro e as falsas "opiniões".
É por tudo isso que não podemos defender a liberdade religiosa como sendo um princípio natural do homem, que faz parte da sua dignidade, como se Deus tivesse posto na natureza humana a opção de negá-lo, ora Deus não criou o ser humano para que se rebelasse, mas para que livremente fizesse a sua vontade. A liberdade humana é conformar a sua vontade à de Deus. Também não podemos defender outros falsos valores como o ecumenismo. Há algo mais insensato do que dialogar com o erro, e, o que é pior, não para fazer a pessoa aderir a verdade, mas para que eu cresça com os erros dela, dizendo que esses diálogos produzem bons frutos? Os frutos do ecumenismo não são mais que frutas podres e o descuidado com aquele presente preciosíssimo nos dado por Deus: a fé.
Por isso, nós, aqui do blog, dizemos ao mundo NÃO aos seus falsos valores da liberdade religiosa e do ecumenismo, pelo amor que temos a fé, a qual guardamos com todo o nosso amor rodeada de ouro e de pedras preciosas.
In corde Domini nostri Jesu Christi, et Mariae semper Virginis, domina rosarii,
Yuri Farias.
Muito bem Yuri, é isso aí, as pessoas falam do que não conhecem, só podemos falar de Deus se o conhecemos, apenas eles julgam Deus porque nunca deram a oportunidade a ele mesmo de conhecer a Deus e assim ter suas proprias opiniões...
ResponderExcluirAgradeço muito pelo seu apoio, Dayvison. Peçamos então a Nossa Senhora do rosário pela conversão dos pecadores e dos infiéis. E também pela nossa, posto que somos pecadores.
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