Domina Rosarii
Nossa Senhora do Rosário
sábado, 29 de janeiro de 2011
Encontro de Assis - Minha indignação
A primeira é o anúncio de S.S. papa Bento XVI de este ano fazer um novo encontro em Assis. O seu antecessor, o papa João Paulo II, deixou qualquer bom e consciente católico escandalizado com aquele encontro, em que na cidade de São Francisco de Assis convidou líderes de todas as religiões do mundo para juntos rezarem pela paz. Cada líder de cada religião rezaria ao seu deus pedindo pela paz. Um gesto advindo do Vigário de Cristo que nos deixa tristes e amargurados só de pensar. E mais uma vez seu sucessor o agora papa Bento XVI repetirá este gesto. Se, por um lado, ele critica o relativismo religioso, por outro, suas ações demonstram uma contribuição para a disseminação desse ideário anticristão.
O primeiro ponto a se refletir com isso é o quanto a secularização do mundo está penetrando no seio da Igreja. A paz não é fruto de um simples esforço humano, ao menos não a paz verdadeira, mas a paz é um dom de Deus. Nosso Senhor nos disse: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a MINHA paz e não a dou como o mundo dá". Se a paz é um dom de Deus nos dado por Cristo, que é igualmente Deus, então não pode haver paz onde não reinar Cristo, só há paz onde Cristo reina. Só quem pode nos dar a paz é Cristo, não o podem nossas próprias ações e muito menos um falso deus. Não nos pode dar a paz Buda ou Alá ou algum outro falso Deus, mas só e exclusivamente Cristo. Não pode existir a paz de Cristo onde não há cristianismo. E por esse motivo que tal encontro me causa indignação, porque é a representação de um ideal humano e contrário à fé cristã.
Não estarei em comunhão com este encontro nem unirei minhas orações a ele, estarei, sim, rezando por aqueles cristãos que ainda sofrem perseguições por professarem a fé verdadeira(especialmente os do Oriente) e por aqueles padres e bispos que têm a ousadia de denunciar esses absurdos e que são perseguidos por isso.
De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? O que poderia dar o homem em troca de sua alma?
sábado, 4 de dezembro de 2010
2º DOMINGO DO ADVENTO
Estação em Santa Cruz de Jerusalém
1ª classe - Paramentos roxos
Dominam a liturgia deste domingo duas grandes figuras de profeta, juntamente com a do Messias, que anunciam Isaías e João Batista.
Isaías é por excelência o profeta da vinda messiânica. É a sua voz que a Igreja nos faz ouvir no introito. É ainda o eco dessa voz que ressoa na epístola e no evangelho, em que Cristo e São Paulo se referem à sua pregação. O próprio São João Batista, o último dos profetas e o precursor imediato do Salvador, a si mesmo se atribuía o papel de Isaías. O lugar que lhe reserva a liturgia do advento vai, aliás, muito além deste segundo domingo. Não há dia em que a Igreja não faça ler, nas matinas, algum passo das suas profecias. As leituras da missa das quatro-têmporas foram dele extraídas e, na noite de natal, há de ser ainda a sua palavra que irá cantar, no Emanuel nascido da Virgem, as grandezas divinas do Príncipe da paz.
Duas lições basilares se depreendem da missa deste domingo: Jesus é o Messias dos pobres, de todos aqueles que, conscientes da sua miséria, a Ele recorrem (evangelho); é o Salvador dos gentios como do povo de Israel. O povo escolhido será doravante a Igreja inteira, franqueada a todos os povos da terra (epístola).
sábado, 27 de novembro de 2010
domingo - 28 de novembro de 2011
Estação em Santa Maria Maior
1ª classe - Paramentos roxos
Deus não fecha os ouvidos ao apelo do seu povo. Cumprindo a promessa de salvação feita logo depois da queda de nossos primeiros pais, enviou o seu Filho ao mundo. Porém, a aplicação a todas as gerações, da Redenção que o humanado Filho de Deus nos mereceu com a sua paixão, prossegue até ao fim dos tempos. Só no fim do mundo estará completa, quando o Messias vier coroar a sua obra e introduzir-nos em seu reino. A história da Igreja situa-se entre estes dois acontecimentos.
Na missa deste domingo evoca-se toda a obra da Redenção, desde a sua preparação, com a expectativa de Israel e a sua repercussão em nossa vida presente (epístola), até à sua realização final (evangelho). Preparando-nos para celebrar, no natal, o nascimento d'Aquele que veio arrancar-nos as almas ao pecado e transformá-las à imagem da sua, a Igreja invoca para nós e para os homens de todos os tempos o pleno acabamento da obra de salvação que Ele veio realizar à Terra.
CICLO DO NATAL - TEMPO DO ADVENTO
Todos os anos, do advento ao pentecostes, nos faz celebrar os principais acontecimentos da vida do Salvador, não como pia recordação, mas como processo de renovação, mercê das graças que cada solenidade nos dispensa. Deste modo, a comunhão ativa nos mistérios de Cristo impregna as nossas almas duma vida cristã autêntica, intimamente ligada à Igreja. O espírito e o sentido destas celebrações litúrgicas são-nos inculcados pela mesma Igreja. Importa, apenas, deixar-se guiar por ela para penetrar no coração do mistério cristão e para aproveitar, em plenitude, a sua eficácia sobrenatural.
No decurso do ano, a celebração dos mistérios de Cristo faz-se em dois ciclos sucessivos: o ciclo do natal e o ciclo da páscoa.
O fim principal do ciclo do natal é lembrar-nos a transformação radical que em nossa vida humana se operou pela encarnação do Verbo. O próprio Filho de Deus não se tornou somente um de nós: deu-nos o poder de nós mesmos nos tornarmos verdadeiros filhos de Deus, um povo novo, uma raça santa, que Ele sustenta com sua vida divina e conduz para o Céu. A encarnação inaugurou na Terra uma economia do espírito, cujas últimas consequências serão a nossa união definitiva com Deus, no além.
É esta transformação que a Igreja celebra no natal. Ela procura mostrar-nos, na humanidade santa do Salvador, a fonte inexaurível de toda a vida sobrenatural e implora, para nós e para todos os homens, a plena realização da obra redentora inaugurada pela sua vinda ao mundo.
TEMPO DO ADVENTO
Do 1º domingo do advento a 24 de dezembro
EXPOSIÇÃO DOGMÁTICA:
Toda a liturgia do advento é um imenso apelo à vinda do Salvador. A Igreja retoma as ardentes súplicas ao messias, que haviam ressoado através do Antigo Testamento, e convida-nos a reperi-las com ela, com fervor que se vai intensificando à medida que se aproxima o natal.
Logo no 1º domingo, um belíssimo responsório de matinas dá o tom a todo o advento. É o profeta Isaías que fala, anunciando ao povo de Israel o messias esperado: "Olhando de longe, eis que vejo Deus, que vem em seu poder, e uma nuvem que cobre a Terra. Ide ao seu encontro e dizei: Diz-nos se és Tu que hás de reinar sobre o povo de Israel. V. Vós todos que habitais a Terra filhos dos homens, ricos e pobres juntamente, ide ao seu encontro e dizei: V Pastor de Israel, Tu que conduzes José com um rebanho, escuta-nos. Diz-nos se és Tu. V Príncipes, arrancai as vossas portas, e vós, portas eternas, levantai-vos e entrará então o Rei da Glória. V Que deve reinar sobre o povo de Israel."
É certo que o Salvador chegou, mas esperamo-Lo ainda. Esperamos, para nós e para o nosso tempo, as suas graças de redenção e santificação, que devem transformar a nossa vida humana e assemelhá-la à sua. Unidos às gerações que hão de suceder-se na terra, esperamos, no fim dos tempos, a vinda gloriosa de Cristo, Redentor do mundo, qua há de introduzir os eleitos no reino de seu Pai. É toda a obra de Cristo, até em seus ecos mais longínquos, que a Igreja evoca à luz dos textos da revelação.
O messias esperado é o rei não somente de Israel - seu povo - mas de todas as nações. É o próprio Filho de Deus, feito homem para salvar todos os homens e para os levar consigo para o reino do Pai. Àqueles que o acolherem na terra como Salvador dirá um dia: "Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino para vós preparado desde a criação do mundo."
As perspectivas do advento são, portanto, imensas. A Igreja põe-nos diante dos olhos toda a obra da Redenção. À medida que as gerações se sucedem, vai-se dilatando o reino de Deus, até ao dia em que Jesus Cristo congregará dos quatro pontos cardiais os seus eleitos, os apresentará ao Pai como conquista sua e os introduzirá no Reino.
Façamos votos por esta dupla vinda: vinda de graça para a vida presente; vinda de glória, para o além. A Encarnação do Senhor é a fonte de toda esperança cristã. Preparando-nos para a celebrar, a Igreja convida-nos a trabalhar no alargamento do seu reino, na expectativa e invencível esperança da sua segunda vinda. O tempo de espera que nos separa da realização final é concedido à Igreja para anunciar até aos confins da terra a boa nova da salvação.
A liturgia do tempo tem por fulcro três grandes figuras: Isaías, São João Batista, a Santíssima Virgem Maria. Através das suas missões providenciais desenrola-se a maravilhosa evocação da preparação divina - imediata e longínqua - da salvação que Deus tinha prometido desde a queda dos nossos primeiros pais.
Isaías é o grande profeta do advento. Desde o século VIII, no momento mais patético da história do povo judeu, ele quer que se confie só em Deus e que se espere a salvação do messias que está prestes a chegar. Depois dum exílio cruel, o messias há de salvar os restos do povo de Israel,fará reinar na Terra a paz e justiça e divulgará entre as nações o conhecimento do verdadeiro Deus.
João Batista, o último dos profetas e a primeira das testemunhas da chegada do messias, aponta-nos Cristo e impele-nos para Ele: "Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo." Urge fazer penitência e converter-se.
Finalmente a Virgem Maria, a Mãe do Salvador, na qual o mistério da graça se realiza com uma plenitude sem igual, antes de se estender ao resto dos homens. Pela sua fé, pela sua aquiescência aos desígnios de Deus a seu respeito ela personifica a espera e o acolhimento da Igreja.
Que os ardentes desejos do grande profeta, as exortações do precursor, e a intercessão da Santíssima Virgem nos preparem para celebrar o nascimento do Salvador, com o amor ardente que os extasiava perante a realização do plano divino de salvar o mundo.
NOTAS DE LITURGIA
O advento, que inicialmente contava cinco domingos na liturgia romana, conta, agora, apenas quatro: isto é, três semanas completas, que se contam a partir do domingo mais próximo da festa de Santo André (30 de novembro) e os dias que vão do quarto domingo a 24 de dezembro.
Na Idade Média, o tempo do advento, preparação do natal, tomou um caráter de penitência, à imitação da quaresma, preparação para a páscoa. Este espírito de penitência manifesta-se ainda nalguns textos e em certos usos: paramentos roxos, ausência de flores nos altares, silêncio do órgão, supressão do Gloria. Mas o canto do Alleluia, que se manteve sempre aos domingos, indica bem que o advento quer permanecer um tempo de alegria. Era-o exclusivamente nos seus primórdios; voltou a sê-lo desde a notável redução do jejum.
Esta alegria da salvação iminente vai-se intensificando, à medida que nos aproximamos do natal. No terceiro domingo, o altar ornado de flores, os paramentos cor de rosa e as melodias do órgão sublinham bem o júbilo crescente. Refulge nas antífonas maiores, cantada ao som dos sinos, nos últimos oito dias que precedem a grande festa do nascimento do Salvador. E a vigília do natal é já toda ela uma exultação.
RUBRICAS
1. Todos os domingos são de 1ª classe. Em caso de ocorrência, têm preferência sobre toda e qualquer festa, com exceção da festa da Imaculada Conceição.
2. As férias (dias de semana) do advento, a partir de 17 de dezembro, e as férias das quatro-têmporas são de 2ª classe. São preferidas às festas particulares de 2ª classe. As férias do advento até 16 de dezembro são de 3ª classe. Se forem impedidas, devem ter comemoração.
3. Durante a semana, não ocorrendo festa de dignidade superior, a missa do dia é a da féria: missa do domingo precedente, exceto nas quatro-têmporas, sem Gloria, nem Alleluia, nem Credo, e com o prefácio comum.
4. As quatro-têmporas celebram-se durante a terceira semana. A epístola é precedida de uma leitura na quarta-feira das quatro-têmporas, e de cinco no sábado das mesmas. Cada uma delas é precedida de uma Collecta. É pela primeira Collecta que se faz a comemoração destas férias, no caso de serem impedidas, e é depois da última que se coloca qualquer comemoração a fazer.
5. Nas missas do tempo, usam-se paramentos roxos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Perplexidade diante das palavras do Sumo Pontífice
Tais palavras me causam perplexidade porque não se pode pensar que o pecado seja um passo para a moralização. Ora, a Santa Madre Igreja sempre ensinou e continua ensinando que a utilização da camisinha ou de qualquer método artificial contraceptivo é pecado, como então uma atitude pecaminosa pode ser um passo para a moralização? É acaso pecando que se converte? Não se converte, ao contrário, como nos ensina Nosso Senhor, deixando de pecar (vá e não voltes a pecar)?
Outro ponto é que tal afirmação vinda do Soberano Pontífice vai provocar, de maneira mais intensa, a disseminação do pensamento pró-contraceptivo dentro da Igreja de Nosso Senhor. Quando todos pensavam que no âmbito das inovações pós-conciliares viria uma afirmação do Sumo Pontífice a favor da contracepção, veio-nos a Humanae Vitae nos dizendo o contrário. Tal afirmação vinda do Romano Pontífice me causa muita tristeza.
Só me resta pedir a Nosso Senhor, como pediam muito os primeiros cristãos, vinde e não tardeis. Que os tempos sejam abreviados para que não aconteça que caiamos em combate. Iluminai o Vosso servo, nosso Papa Bento, para que governe sabiamente Vossa Igreja e não cometa faltas pessoais que venham a prejudicar a vinda de Vosso Reino entre nós.
sábado, 13 de novembro de 2010
Domingo - 14 de novembro de 2010
6º DOMINGO DEPOIS DA EPIFANIA (transferido)
Jesus, palavra viva de Deus, atrai a Si as multidões ávidas de O escutar. E com isto atrai também e incorpora em Si a sua Igreja.
As obras divinas obedecem a leis sobrenaturais, que muitas vezes nos desconsertam. A maneira como se desenvolvem é prova do seu caráter divino. São Paulo faz notar isto mesmo aos Tessalonicenses, sublinhando o sucesso que a pregação do evangelho encontrou entre eles. A despeito de dificuldades de toda a espécie, as conversões deram-se em grande número, e o ardor da fé dos convertidos é, em toda a parte, apontado como exemplo. O Espírito Santo operou entre eles visivelmente, com todo o impulso da sua ação regeneradora. As parábolas do grão de mostarda e do fermento relevam este mesmo pensamento. Trazida ao mundo por Cristo e propagada pela Igreja, a palavra de Deus opera como o fermento na massa e a semente na terra, e, quando acolhida em almas abertas, desenvolve todo o seu espantoso poder de transformação.
Este contraste entre situações humanas difíceis e surpreendentes resultados espirituais, entre princípios modestos e crescimentos desproporcionados, é um dos selos da ação divina, tanto na Igreja, como na vida pessoal dos fiéis.
| INTROITO | |
Dicit Dóminus: Ego cógito cogitatiónes pacis, et non afflictiónis: invocábitis me, et ego exáudiam vos: et redúcam captivitátem vestram de cunctis locis. Ps. Benedixísti, Dómine, terram tuam: avertísti captivitátem Jacob. V. Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto, sicut erat in princípio te nunc et semper, et in sǽcula sæculórum. Amen. Dicit Dóminus: Ego cógito cogitatiónes pacis, et non afflictiónis: invocábitis me, et ego exáudiam vos: et redúcam captivitátem vestram de cunctis locis. | Diz o Senhor: Os meus pensamentos são de paz, e não de desgraça. Invocar-Me-eis, e Eu escutarei a vossa oração: reconduzirei os vossos cativos de todos os lugares por que andam dispersos. Sl. Abençoastes, Senhor, a vossa terra, e pusestes termo ao cativeiro de Jacó. V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio e agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém. Diz o Senhor: Os meus pensamentos são de paz, e não de desgraça. Invocar-Me-eis, e Eu escutarei a vossa oração: reconduzirei os vossos cativos de todos os lugares por que andam dispersos. |
| COLETA | |
Præsta, quǽsumus, omnípotens Deus: ut semper rationabília meditántes, quæ tibi sunt plácita, et dictis exsequámur, et factis. Per Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sǽcula sæculórum. R. Amen. | Fazei, Senhor onipotente, que procurando sempre pensar o que é justo e reto, façamos o que Vos apraz em palavras e obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. R. Amém. |
| EPÍSTOLA / Tessalonicenses I, 1. 2-10 | |
| Léctio Epístolæ Beáti Pauli Apóstoli ad Thessalonicenses. Fratres: Grátias ágimus Deo semper pro ómnibus vobis, memóriam vestri faciéntes in oratiónibus nostris sine intermissióne, mémores óperis fídei vestræ, et labóris, et caritátis, et sustinéntiæ spei Dómini nostri Jesu Christi, ante Deum et Patrem nostrum: sciéntes, fratres, dilécti a Deo, electiónem vestram: quia Evangélium nostrum non fuit ad vos in sermóne tantum, sed et in virtúte, et in Spíritu Sancto, et in plenitúdine multa, sicut scitis quales fuérimus in vobis propter vos. Et vos imitatóres nostri facti estis, et Dómini, excipiéntes verbum in tribulatióne multa, cum gáudio Spíritus Sancti: ita ut facti sitis forma ómnibus credéntibus in Macedónia, et in Achája. A vobis enim diffamátus est sermo Dómini, non solum in Macedónia, et in Achája, sed et in omni loco fides vestra, quæ est ad Deum, profécta est, ita ut non sit nobis necésse quidquam loqui. Ipsi enim de nobis annúntiant qualem intróitum habuérimus ad vos: et quómodo convérsi estis ad Deum a simulácris, servíre Deo vivo, et vero, et exspectáre Fílium ejus de cælis (quem suscitávit ex mórtuis) Jesum, qui erípuit nos ab ira ventúra. R. Deo grátias. | Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses. Irmãos: Damos sempre graças a Deus por todos vós, pedindo continuamente por vós, nas nossa orações; lembrando-nos, diante de Deus, que é nosso Pai, da obra da vossa fé, e do trabalho da vossa caridade, e da constância da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo. Porque sabemos, irmãos amados de Deus, que fostes escolhidos para participar dos benefícios da redenção; porque o nosso Evangelho não vos foi somente pregado com palavras, mas também com milagres, e (com a efusão) do Espírito Santo, e numa grande plenitude; bem sabeis como nos houvemos entre vós, por amor de vós. E vós vos fizestes imitadores nossos, e do Senhor, recebendo o Evangelho no meio de muita tribulação, com a alegria do Espírito Santo; de tal modo que vos tornastes modelo para todos os crentes, na Macedônia e na Acaia. Com efeito, por vós foi propagada a palavra do Senhor, não só pela Macedônia e pela Acaia, mas a toda a parte chegou a fé que tendes em Deus, de sorte que nós não temos necessidade de dizer coisa alguma. Porque os próprios fiéis publicam de nós qual foi a aceitação que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e esperardes no céu a seu Filho (a quem Ele ressuscitou dos mortos), Jesus, o qual nos livrou da ira que há de vir. R. Graças a Deus. |
| GRADUAL / Salmo 43. 8-9 | |
Liberásti nos, Dómine, ex affligéntibus nos: et eos, qui nos odérunt, confudísti. V. In Deo laudábimur tota die, et in nómine tuo confitébimur in sǽcula. | Liberastes-nos, Senhor, dos que nos oprimiam e confundistes aqueles que nos perseguiam. V. Em Deus nos gloriaremos a toda a hora, e louvaremos o vosso nome eternamente. |
| ALELUIA / Salmo 129. 1-2 | |
Allelúia, allelúia. V. De profúndis clamávi ad te, Dómine: Dómine, exáudi oratiónem meam. Allelúia. | Aleluia, aleluia. V. Do fundo do abismo chamei por Vós, Senhor; Senhor, ouvi a minha oração. Aleluia. |
| EVANGELHO / Mateus 13. 31-25 | |
| V. Dóminus vobíscum. R. Et cum spíritu tuo. V. Sequéntia sancti evangélii secúndum Matthǽum. R. Glória tibi, Dómine. In illo témpore: Dixit Jesus turbis parábolam hanc: Símile est regnum cælórum grano sinápis, quod accípiens homo seminávit in agro suo: quod mínimum quidem est ómnibus semínibus: cum autem créverit, majus est ómnibus oléribus, et fit arbor, ita ut vólucres cæli véniant, et hábitent in ramis ejus. Aliam parábolam locútus est eis: Símile est regnum cælórum ferménto, quod accéptum múlier abscóndit in farínæ satis tribus, donec fermentátum est totum. Hæc ómnia locútus est Jesus in parábolis ad turbas: et sine parábolis non loquebátur eis: ut implerétur quod dictum erat per Prophétam dicéntem: Apériam in parábolis os meum, eructábo abscóndita a constitutióne mundi. R. Laus tibi, Christe. | V. O Senhor esteja convosco. R. E também com o teu espírito. V. Continuação do santo evangelho segundo São Mateus. R. Glória a Vós, Senhor. Naquele tempo: Contou Jesus à multidão esta parábola: “O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças, e faz-se arbusto, de sorte que as aves do céu vêm habitar nos seus ramos.” Disse-lhe ainda outra parábola: “O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até a massa ficar toda fermentada.” Todas essas coisas disse Jesus ao povo, em parábolas; e não lhes falava senão em parábolas, a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo profeta que diz: “Abrirei em parábolas a minha boca; revelarei coisas que têm estado escondidas desde a criação do mundo.” R. Louvor a Vós, ó Cristo. |
| OFERTÓRIO / Salmo 129. 1-2 | |
De profúndis clamávi ad te, Dómine: Dómine, exáudi oratiónem meam: de profúndis clamávi ad te, Dómine. | Do fundo do abismo chamei por Vós, Senhor; Senhor, ouvi a minha oração. Do fundo do abismo chamei por Vós, Senhor. |
| SECRETA | |
Hæc nos oblátio, Deus, mundet, quǽsumus, et rénovet, gubérnet, et prótegat. Per Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sǽcula sæculórum. R. Amen. | Fazei, Senhor, que esta oblação nos limpe, nos renove, nos guie, e nos ampare. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. R. Amém. |
| Prefácio da Santíssima Trindade | |
| V. Dóminus vobíscum. R. Et cum spíritu tuo. V. Sursum corda. R. Habémus ad Dóminum. V. Grátias agámus Dómino Deo nostro. R. Dignum et justum est. Vere dignum et justum est æquum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere: Dómine, sancte Pater, omnípotens ætérne Deus: Qui cum unigénito Fílio tuo, et Spíritu Sancto, unus es Deus, unus es Dóminus: non in uníus singularitáte persónæ, sed in uníus Trinitáte substántiæ. Quod enim de tua glória, revelánte te, crédimus, hoc de Fílio tuo, hoc de Spíritu Sancto, sine differéntia discretiónis sentímus. Ut confessióne veræ sempiternǽque Deitátis, et in persónis propríetas, et in esséntia únitas, et in majestáte adorétur æquálitas. Quam laudant Angeli atque Archángeli, Chérubim quoque ac Séraphim: qui non cessant clamáre quotídie, una voce dicéntes: Sanctus, Sanctus, Sanctus Dóminus Deus Sábaoth. Pleni sunt cæli et terra glória tua. Hosanna in excélsis. Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosanna in excélsis. | V. O Senhor esteja convosco. R. E também com o teu espírito. V. Corações ao alto! R. Assim os temos, levantados para o Senhor. V. Demos graças ao Senhor nosso Deus. R. Digno e justo é. É verdadeiramente digno e justo, necessário e salutar que sempre e em toda a parte Vos demos graças, Senhor, Pai santo, Deus onipotente e eterno, que sois com o vosso Unigênito Filho e o Espírito Santo um só Deus, um só Senhor, não na unicidade duma só pessoa, mas na Trindade duma só natureza. Com efeito, o que, em virtude da vossa revelação, acreditamos com respeito à vossa glória, isto mesmo cremos, sem distinção alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo; de tal modo que, ao proclamarmos a verdadeira e sempiterna Divindade, nas pessoas adoramos a propriedade, na essência a unidade, na majestade a igualdade. É esta a quem louvam os Anjos e Arcanjos, os Querubins e Serafins, que não cessam nem um só dia de proclamar, repetindo numa só voz: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus das milícias celestes. Cheios estão céu e terra da vossa glória. Hosana nas alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas. |
| COMUNHÃO / Marcos 11. 24 | |
| Amen dico vobis, quidquid orántes pétitis, crédite quia accipiétis, et fiet vobis. | Em verdade vos digo que tudo o que pedirdes na oração, crede que o recebereis, e vos será concedido. |
| PÓS-COMUNHÃO | |
| Cæléstibus, Dómine, pasti delíciis: quǽsumus; ut semper éadem, per quæ veráciter vívimus, appetámus. Per Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus, per ómnia sǽcula sæculórum. R. Amen. | Reanimados, Senhor, com este banquete divino, fazei que desejemos somente aquilo em que podemos encontrar mais verdade e mais vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. R. Amém. |
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Calendário litúrgico de novembro
Calendário das celebrações litúrgicas do rito romano, seguindo as disposições 1962, do mês de novembro do ano 2010 de Nosso Senhor.
| Dia | Celebração |
| 1 segunda-feira | Festa de todos os santos – 1ª classe – paramentos brancos (pode ser transferido ao domingo) |
| 2 terça-feira | Comemoração dos fiéis defuntos – 1ª classe – paramentos negros |
| 3 quarta-feira | Féria do 23º domingo depois de pentecostes – 4ª classe – paramentos verdes |
| 4 quinta-feira | São Carlos Borromeu, bispo e confessor – 3ª classe – paramentos brancos São Vital e Santo Agrícola, mártires – comemoração |
| 5 sexta-feira | Féria do 23º domingo depois de pentecostes – 4ª classe – paramentos verdes |
| 6 sábado | Nossa Senhora no sábado – 4ª classe – paramentos brancos |
| 7 domingo | 5º domingo depois da epifania (transferido) – 2ª classe – paramentos verdes |
| 8 segunda-feira | Féria do 5º domingo depois da epifania (transferido) – 4ª classe – paramentos verdes |
| 9 terça-feira | Dedicação da basílica do Latrão – 2ª classe – paramentos brancos São Teodoro, mártir – comemoração – paramentos vermelhos |
| 10 quarta-feira | Santo André Avelino, confessor – 3ª classe – paramentos brancos São Trifão e São Respício, mártires – comemoração Santa Ninfa, virgem e mártir – comemoração |
| 11 quinta-feira | São Martinho, bispo e confessor – 3ª classe – paramentos brancos São Mena, mártir – comemoração |
| 12 sexta-feira | São Martinho I, papa e mártir – 3ª classe – paramentos vermelhos |
| 13 sábado | São Diogo, confessor – 3ª classe – paramentos brancos |
| 14 domingo | 6º domingo depois da epifania (transferido) – 2ª classe – paramentos verdes |
| 15 segunda-feira | Santo Alberto Magno; bispo, confessor e doutor – 3ª classe – paramentos brancos |
| 16 terça-feira | Santa Gertrudes, virgem – 3ª classe |
| 17 quarta-feira | São Gregório Taumaturgo, bispo e confessor – 3ª classe – paramentos brancos |
| 18 quinta-feira | Dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo – 3ª classe – paramentos brancos |
| 19 sexta-feira | Santa Isabel da Hungria, rainha e viúva – 3ª classe – paramentos brancos São Ponciano, papa e mártir – comemoração |
| 20 sábado | São Félix de Valois, confessor – 3ª classe – paramentos brancos |
| 21 domingo | 24º domingo depois de pentecostes – 2ª classe – paramentos verdes |
| 22 segunda-feira | Santa Cecília, virgem e mártir – 3ª classe – paramentos vermelhos |
| 23 terça-feira | São Clemente I, papa e mártir – 3ª classe – paramentos vermelhos |
| 24 quarta-feira | São João da Cruz, confessor e doutor – 3ª classe – paramentos brancos São Crisógono, mártir – comemoração |
| 25 quinta-feira | Santa Catarina, virgem e mártir – 3ª classe – paramentos vermelhos |
| 26 sexta-feira | São Silvestre, abade – 3ª classe – paramentos brancos São Pedro de Alexandria, bispo e mártir – comemoração |
| 27 sábado | Féria do 24º domingo depois de pentecostes – 4ª classe – paramentos verdes |
| 28 domingo | 1º domingo do advento – estação em Santa Maria Maior – 1ª classe – paramentos roxos |
| 29 segunda-feira | Féria do 1º domingo do advento – 3ª classe – paramentos roxos São Saturnino, mártir – comemoração |
| 30 terça-feira | Santo André, apóstolo – 2ª classe – paramentos vermelhos Féria do 1º domingo do advento – comemoração |