Nossa Senhora do Rosário
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Se em meu ofício, ou arte severa...(Dedicado ao professor Marcos Paulo, Olavo de Carvalho,Reinaldo Azevedo e tantos que vão de contra a "Maré Braba")
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)
Graças e paz, meus irmãos, por parte da Virgem Maria e do Santo Padre Pio de Pietrelcina:
O poeta Dylan Thomas, vem nos mostrar, de forma tão bela e sublime, como devemos ser diante de todas as nossas lutas, lágrimas, alegrias, humilhações e tristezas. Ele não coloca sua recompensa, de tantas horas acordado, de tanto tempo sentado escrevendo poemas, em algo materialista, mas em algo espiritual: Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos... (Dylan Thomas). Quem mais que os poetas para nos ensinar que importa mais alimentar o espírito que o corpo? Esta arte severa, sim, requer muito esforço, muita luta muita paciência e até solidão.
O poeta Rainer Maria Rilke, que pouco a pouco vai sendo esquecido por essa geração nossa ignorante, escrevendo uma carta a um jovem que aspirava ser poeta (o poeta Franz Kappus) disse: Pergunte a si mesmo se você viveria sem escrever! Vá ao fundo de sua alma e pergunte se escrever se configura em uma necessidade para você!( Kappus, Franz. Cartas a um jovem poeta. L&PM)
Ora meus irmãos, esta arte severa tem de ser uma necessidade da alma. Não se pode escrever poesia se não se sente na alma ela mesma. E esta beleza vale mais que dinheiro, mais que qualquer outra beleza material. Ora, quando lemos os gênios brasileiros, Manuel Bandeira, Carlos Drummond, Mário Quintana, Bruno Tolentino, Alberto Cunha Melo e tantos outros, sentimo-nos como liberto daquela CARVERNA PLATÔNICA, pois nossa visão abre-se pra algo que não percebemos desde o mais simples ao mais complexo. Dylan Thomas não configura o "salário pago/ Pelo secreto coração deles" não como algo só materialístico, mas muito mais com os olhos da alma, pois a beleza do amor se encontra do modo que o vivemos, que o olhamos e como o tratamos. Nosso senhor Jesus Cristo nos mostra isso de forma Sublime por excelência. Morrer na Cruz, vários morreram, mas não por amor infinito,como Ele morreu. Que beleza é poder (mos) analisar um poema maravilhoso desses. De quebrar (mo)s através desse escrito tão sublime (Se em meu ofício, ou arte severa...) a imoralidade de hoje.
Sim! Não escrevemos aqui para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos, mas por AMOR a verdade. Por amor a Santíssima Virgem, por amor a Nosso Senhor, por amor a Igreja, por amor ao simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. Não queremos aplausos, do que adianta tantos aplausos, se a ignorância dos "intelectuais" brasileiros de hoje, os privam de viver o que Dylan Thomas nos mostra neste poema (Do que adianta viver alegre neste mundo e depois perder o céu?Nos ensina Jesus,então vivamos felizes, até na tristeza, de maneira que sejamos também no céu). Queremos aqui viver o que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, a verdade, para poder mos um dia a escrever um lindo poema. Mas que este poema seja nossa Própria Vida!
É por isso que escrevemos, que lutamos. Não para receber louvores, mas para louvar a quem merece: Nosso Senhor Jesus Cristo!
Salve Maria! In cord Jesu, pedro felipe
04 de outubro, dia de São Francisco Confessor, ora pro nobis!
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