Nos fins de semana, estarei aqui fazendo comentários sobre temas do Catecismo Romano. E deveria tê-lo feito até ontem. Mas, antes de iniciar isso, não poderia deixar de falar algo que nos inquieta muito nestes últimos dias, chama-se eleição e a questão da moral envolvida nela. Digo isto porque esta não é de qualquer eleição que estamos lidando, mas uma que pode definir gravemente o destino de nosso país. Mas, outra coisa me estimulou a escrever aqui, foi a notícia de capa do jornal de domingo do Diário de Pernambuco sobre tal questão.
No jornal, era defendido que o Brasil está discutindo, na internet e nas ruas, toda a questão da eleição em dois fatores (aborto e casamento gay) e está-se esquecendo de outras questões como a economia, saúde educação... Contudo, antes de mostrar por que a moral deve estar acima que tais questões, falemos sobre o aborto e o casamento gay.
No momento da nossa concepção, forma-se o nosso código genético, será o código que estarão nas nossas células durante toda nossa vida, temos então uma vida humana. Posto que não se pode dizer que uma vida é mais humana que outra, não se pode dar a um ser humano o direito de matar uma vida alheia à sua vontade. O casamento homossexual. Primeiro, pode-se dizer a contradição de tal termo, pois casamento é quando um casal se une, ora dois homens e duas mulheres não formam um casal. O casamento foi feito para a procriação e a educação da prole. Dois homens e duas mulheres não podem se reproduzir, nem podem formar este ambiente natural de educação da prole, pois ninguém tem dois pais e duas mães. Sabendo-se da contradição e do desrespeito à família humana que é o "casamento" gay, não pode este ser considerado lícito.
A questão moral deve estar acima da econômica e social? Sim, pois não se pode crescer economicamente e socialmente passando por cima da moral, pois seria uma degradação humana, uma transgressão radical dalei natural e divina, algo que clama aos céus pedindo pela justiça divina. Já Santo Agostinho apontava a causa da decadência de Roma como a sua imoralidade. A imoralidade é a verdadeira causa da decadência de uma nação. Fala-se que uma nação não deve prosperar à custa de uma exploração humana degradante, não se pode também fazer isso à custa da morte de milhões de crianças, e de outras coisas moralmente ilícitas. Ao cristão não é lícito pôr outros fatores, como a economia e a política partidária, acima da moral.
O cristão deve então, nesta eleição e em toda sua vida e eleições que aparecerem, colocar o seu dever cristão acima de qualquer outro dever, pois é melhor perder bens neste mundo que perder a vida eterna. Não se fará melhor serviço à pátria que defendê-la de ideologias e partidos que pregam essa estapafúrdia imoralidade e, consequentemente, a decadência de nosso país.
Yuri Farias.
Parabéns Yuri suas palavras foram bem colocadas e nos ajudam a pensar no que estamos vivendo diante de tudo isso...
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